sábado, 1 de março de 2014

O Favorito do mês - Fevereiro 2014


Quanto mais se lê mais difícil é encontrar um livro que marque profundamente. Em Fevereiro encontrei um dos livros da minha vida. Opinião aqui.

"Pior não era o lugar-comum, era que, quando o comum se torna lugar, a gente acomoda-se, instala-se, cria raízes pegajosas, nunca mais de lá sai. Era preciso evitá-los a todo o custo. (...) Não consentia que os mesmos adjectivos andasse incestuosamente casados com os mesmos substantivos.
Os areais imensos
As bases fundamentais
Os horizontes longínquos
Os banhos retemperadores
As árvores frondosas
O silêncio sepulcral...
Já não podia mais com o "grande manto branco" que era a neve, com os cataclismo que "deixam atrás de si um rasto de destruição". Gostava demasiado das palavras para permitir que elas se transformassem em cuspo (como dizia Sophia), repugnantes, viscosas, pouco higiénicas de tão usadas, a saírem da boca de toda a gente, Ou para as deixar tornarem-se estafadas, triviais, consensuais e neutras, de tanto usar e agitar." (Págs. 116 e 117)

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